Ouça- me

 

borboletasTrabalho ouvindo musica.

Todos os dias estou ligada em boa música.

Agora tocou Cartola. Um mestre poeta maravilhoso que traduz como ninguém os sentimentos. Pensei em mim e no que eu trago aqui dentro do peito.  Um tanto de amor guardado esperando a hora de sair. Falo de amor romântico, de amor com beijo na boca.

Acontece que agora tocou Cartola. E ouvindo a metáfora do mundo moinho que tritura nossos sonhos pensei em você, pessoa, que não se dá conta de que o amor não tem fim. Quando nasce vai brotando que nem flor. Fica estocado dentro do coração que nem vento vindo do mar e se reproduz sem se preocupar com o tamanho do espaço que ocupa como se fosse trepadeira com dama da noite.

Me escuta, amor. Ainda é cedo. Ainda temos algum tempo para construir nosso caminho lado a lado cuidando um do outro. A cada novo amor desperdiçado o que sobra são ilusões que viram pó e abismos cavados pelos nossos próprios pés.

Não desejo mais ver meus sonhos transformados. Nem triturados. Nem os teus. Fico triste cada vez que te vejo recomeçando o que já sei qual será o fim. Chorei da última vez que te vi de tanta tristeza por rever esse filme repetido.

Em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és.

Ouça- me bem, amor, presta atenção.

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